DOCES CONVENTUAIS. De comer... e suspirar por mais...

Tenho imenso prazer e orgulho em ser portuguesa pelos mais variados motivos. Mas hoje estou a referir-me à cultura gastronómica riquissima que temos e, mais especificamente ainda, à doçaria conventual.

Nestes domínios sim, a tradição ainda é o que era (ou pelo menos anda lá por perto) e se não é melhor é porque as receitas das nossas avós foram caindo no esquecimento e perderam-se ao longo dos tempos.

 

Tanto se fala em pecado por estas paragens, e isso deu-me o mote para o post que hoje escrevo: o pecado da gula, praticado com mais ou menos desejo, foi o responsável pela criação das mais deliciosas iguarias à base de ovos e açucar, que ainda hoje deixam a suspirar muita gente, quer vista hábito ou não!

 

E depois ainda há um pormenor interessantíssimo que diz respeito à sensualidade que este tipo de doçaria transmite... ele são as «barrigas de freira», os «jesuítas», as «orelhas de abade», os «suspiros», os «pescoços de freira», os «pitos de Santa Luzia», os «beijos de frade» e, talvez os meus preferidos, os «papos de anjo»...

 

Esta lista inacabada sugere alguns dos doces pecados por que muitos de nós se deixam tentar... mas também, entre outras coisas, é o que se leva de bom desta vida... não é verdade?

 

 

sinto-me: na paz dos anjos
música: Angel - Sarah Mclachlan
publicado por Aquariana às 18:08 | link do post